Presidente do BC destaca preocupação com possíveis pressões políticas

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, expressou preocupações sobre a autonomia da instituição durante uma audiência no Senado, realizada nesta terça-feira (19). Ele afirma que a autoridade monetária poderá enfrentar dificuldades se não se envolver no cenário político em virtude da PEC que busca ampliar sua autonomia.
Galípolo enfatizou que o Banco Central não deve negociar seu mandato: "O BC não vai colocar seu mandato em jogo. Meu receio é que, ao não negociar, ele acabe asfixiado ou liderado por alguém que queira entrar na competição política. Ambas as opções são preocupantes", disse.
A proposta de Emenda à Constituição (PEC) em discussão no Congresso pretende garantir uma "super autonomia" ao Banco Central, conferindo-lhe maior liberdade administrativa e um orçamento próprio, que o tornaria menos dependente do Tesouro Nacional.
✨ Galípolo teme que a falta de apoio ao BC possa resultar em punições por suas virtudes.
O presidente do BC mencionou que o avanço do texto da PEC tem encontrado obstáculos constantemente. Ele afirmou: "Quando apresentamos o projeto, sempre surge um novo fator para impedir seu progresso. É alarmante pensar que o Banco Central possa ser punido por suas boas decisões, criando a pior herança possível para o país."
A PEC que visa ampliar a autonomia do Banco Central está sob análise no Congresso e é motivo de intenso debate, uma vez que pode impactar a forma como a política econômica é conduzida no Brasil.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Jornalista especializado em Economia

Sigilo visa proteger integração da estabilidade financeira do país

Estudos indicam alta contínua da inflação até 2026 e ajustes leves no PIB.

Presidente do Banco Central enfatiza a necessidade de alternativas de crédito viáveis para a população.

Taxa Selic é reduzida em 0,25 ponto percentual, alcançando 13,75% ao ano.