Reflexos da nova safra e volatilidade em fatores externos

O setor sucroenergético brasileiro registrou uma semana de movimentos contrastantes entre o mercado do açúcar e o etanol, influenciados por fatores externos, flutuações cambiais e o início da nova safra no Centro-Sul do país.
De acordo com a StoneX, o açúcar bruto, negociado em Nova York, subiu devido ao impulso das commodities energéticas, enquanto o etanol hidratado apresentou uma queda contínua em função do início da safra 2026/27.
✨ O açúcar bruto no contrato NY #11 passou de US¢ 13,48 para US¢ 14,11 por libra-peso, uma alta de aproximadamente 4,7%.
A valorização do açúcar foi em parte uma recuperação técnica após perdas anteriores, sendo impulsionada pelo aumento significativo do preço do petróleo Brent e pela valorização do real, que alcançou o nível mais forte em dois anos. Essa valorização do real diminui a competitividade das exportações em curto prazo.
Ainda assim, a StoneX ressalta que o mercado continua sob pressão, com previsões de superávit global para a safra 2025/26, principalmente devido ao aumento da produção na Tailândia e as expectativas razoáveis para o Centro-Sul brasileiro.
No que diz respeito ao etanol hidratado, os preços nas usinas de Ribeirão Preto caíram de R$ 3,07 para R$ 2,92 por litro, uma redução de cerca de 5%. Há sinais de que os valores podem cair abaixo de R$ 2,90 por litro na próxima semana, impulsionados pelo aumento da produção de etanol na nova safra.
Essa diminuição nas cotações torna o biocombustível mais competitivo em comparação à gasolina, que enfrenta pressão de preços no âmbito internacional devido a conflitos no Oriente Médio.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Economia

Dados refletem mudanças nas usinas do estado, principais produtoras do biocombustível.

Mercado registra quedas no açúcar cristal e forte alta no etanol, impulsionando negociações na safra 2023/24

Dados da ANP mostram retração média do biocombustível no país

Cenário desafiador impacta setor sucroenergético