Frigoríficos e usinas de açúcar enfrentam custos adicionais significativos com reforma na jornada laboral.

A proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil poderá ocasionar um aumento considerável nos custos operacionais de frigoríficos, usinas de açúcar, etanol e fabricantes de alimentos. Um estudo do BTG Pactual estima que essa mudança pode resultar em um impacto financeiro de até R$ 1 bilhão por ano na JBS.
A análise, denominada 'The Price of a Shorter Week' (O preço de uma semana de trabalho mais curta), indica que a transição para uma escala de 6x1 pode acarreter despesas adicionais superiores a R$ 824 milhões para a MBRF e R$ 1 bilhão para a JBS. Os custos são atribuídos à necessidade de compensação pelas horas trabalhadas que serão reduzidas, sem a diminuição de salários.
✨ O estudo do BTG considera um custo adicional de R$ 193 milhões para a São Martinho e R$ 48 milhões para a Jalles Machado, revelando que a folha de pagamento é significativa para o setor.
O impacto é ainda mais desafiador para as usinas de açúcar, onde a folha de pagamento representa uma maior proporção da receita, dificultando o repasse de custos para as cotações de commodities. Os produtores de grãos, em contrapartida, se mostram menos expostos a essa mudança, enfrentando impactos financeiros menores, conforme as projeções do BTG.
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Jornalista especializado em Economia

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