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Economia
2 min de leitura

ONU reduz expectativa de crescimento global para 2026

Crise no Oriente Médio afeta previsões econômicas

Mariana SouzaAtualizado 20 de maio às 00:10
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ONU reduz expectativa de crescimento global para 2026

A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou nesta terça-feira uma revisão negativa em sua previsão de crescimento econômico mundial, agora projetando um aumento de apenas 2,5% no PIB global para 2026. O novo número reflete as pressões inflacionárias intensificadas devido à crise no Oriente Médio e à crescente incerteza econômica.

✨ Previsão de crescimento para 2026 foi reduzida para 2,5%.

O relatório “Situação Econômica Mundial e Perspectivas” indica que essa nova projeção é inferior à estimativa anterior de 3,0% para 2025 e 0,2 ponto percentual abaixo do que foi divulgado em janeiro. As taxas de crescimento agora estão muito abaixo dos níveis que foram observados antes da pandemia de Covid-19.

Recuperação moderada esperada para 2027

Para 2027, a ONU antecipa uma leve recuperação, com crescimento estimado de 2,8%. Esse desempenho poderá ser sustentado por mercados de trabalho robustos, uma demanda dos consumidores resistente e investimentos em tecnologia, impulsionados pela inteligência artificial. Contudo, a tendência de queda nas previsões destaca um cenário global que já é frágil.

Impactos do aumento dos preços de energia

O crescimento dos custos de energia tem gerado consequências mistas, trazendo lucros inesperados para alguns setores enquanto eleva os custos para consumidores e empresas. A ONU projeta que a inflação nas economias desenvolvidas aumentará de 2,6% em 2025 para 2,9% em 2026. Em contrapartida, nos mercados em desenvolvimento, a inflação deve subir de 4,2% para 5,2%.

Cenários regionais distintos

A ONU ressalta que a Ásia Ocidental enfrentará os maiores desafios, com a taxa de crescimento do continente caindo de 3,6% para 1,4%, impactada por danos significativos à infraestrutura e diminuição nas atividades comerciais e turísticas. Nos Estados Unidos, o crescimento deverá permanecer estável em 2,0%, beneficiado pela demanda interna e por investimentos em tecnologia.

Entretanto, a Europa está mais suscetível aos efeitos da crise energética, prevendo uma desaceleração no crescimento da União Europeia de 1,5% para 1,1%, enquanto o Reino Unido pode ver sua taxa cair de 1,4% para 0,7%. Na China, uma estratégia de diversificação energética e o apoio do governo devem amenizar os impactos da crise, embora a previsão de crescimento tenha sido revista de 5,0% para 4,6%. Por último, a Índia também deve experimentar uma desaceleração, com crescimento passando de 7,5% para 6,4%.

Mariana Souza

Jornalista especializado em Economia com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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