Medida busca conter alta nos preços do combustível após conflitos internacionais

Os países membros da Agência Internacional de Energia (IEA) liberaram até agora 325 milhões de barris de petróleo e derivados de suas reservas estratégicas, conforme anunciou a entidade neste sábado (3). Este volume representa mais de 80% dos 400 milhões de barris que os países haviam se comprometido a disponibilizar em março.
✨ A liberação de petróleo busca aumentar a oferta no mercado e conter a alta dos preços dos combustíveis.
A atualização foi divulgada um dia após os países do G7 anunciarem a liberação imediata de mais 100 milhões de barris de petróleo bruto e diesel, em coordenação com a IEA. Essa medida tem como objetivo enfrentar a crise de abastecimento e os altos preços do diesel, que subiram 40% desde o início do conflito entre os EUA e Irã.
O G7, composto pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, convocou uma reunião de emergência para discutir a crise energética. Durante o encontro, os países decidiram liberar, com o apoio da IEA, 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto. O presidente francês, Emmanuel Macron, informou que essa liberação será imediata.
A liberação surge em meio à pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para que os aliados europeus também contribuíssem com suas reservas. A União Europeia expressou preocupação com a possibilidade de redução das exportações americanas, o que poderia impactar negativamente o mercado internacional.
Ainda não está claro se os 100 milhões de barris anunciados pelo G7 fazem parte do compromisso já assumido de liberar 400 milhões ou se representam um volume adicional. A incerteza sobre essa questão é importante, pois se os 100 milhões forem adicionais, o total liberado superaria os 400 milhões inicialmente anunciados.
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Jornalista especializado em Economia

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