Decisão reflete a crise de preços e mantém segurança no fornecimento nacional.

A Petrobras tomou uma decisão significativa ao anular o ágio aplicado no último leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), reforçando seu compromisso com a previsibilidade e segurança do abastecimento no Brasil.
Realizado em 31 de março, o leilão viu descontos de até 118% em relação ao preço de tabela, levando a estatal a reavaliar a situação e adotar essa medida, conforme indicado em comunicado oficial.
✨ A Petrobras irá reembolsar os valores pagos a mais pelos distribuidores durante o leilão.
A decisão de anular o ágio foi aprovada pela diretoria executiva da empresa, que embasou a ação em análises de risco e econômicas, considerando a grave situação do mercado, acentuada pelo conflito no Oriente Médio e pela pressão de organismos reguladores como a ANP e a Senacon.
O presidente Lula já havia manifestado sua intenção de cancelar o leilão em um evento na última sexta-feira, enquanto um alto executivo da área de logística da Petrobras, Claudio Romeo Schlosser, foi demitido na segunda-feira seguinte, em resposta à situação crítica dos preços.
A Petrobras também confirmou que irá realizar o reembolso das diferenças entre o Preço de Paridade de Importação (PPI), divulgado pela ANP, e os lances feitos pelos distribuidores. Apesar das oscilações de preços, a estatal mantém o valor do botijão de gás de 13 kg em R$ 34,70 desde julho de 2024 para as distribuidoras regulares.
O aumento inesperado nos preços após o leilão levou a Petrobras a agir rapidamente para assegurar a estabilidade do mercado e evitar desabastecimento.
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Jornalista especializado em Economia

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