Alta significativa em refeições fora de casa surpreende consumidores

O prato feito é uma das opções mais tradicionais e apreciadas na mesa dos brasileiros, mas seu custo se tornou uma preocupação crescente. O Índice Prato Feito (IPF), desenvolvido pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP), revelou que o preço médio dessa refeição atingiu R$ 31,90 em junho, evidenciando um aumento de 5,4% em relação a março.
Isso significa que um trabalhador que almoça fora durante os 20 dias úteis do mês desembolsa aproximadamente R$ 638 apenas com essa refeição. Vale ressaltar que os dados não consideram despesas adicionais, como café da manhã ou jantar.
✨ Apesar da desaceleração geral da inflação, o custo do prato feito continuou a subir.
Os dados divulgados pelo IBGE mostram que, embora a inflação em Alimentação e Bebidas tenha diminuído em 0,24% em junho, impulsionando uma desaceleração do IPCA, as refeições fora de casa ainda registraram um aumento de 0,15% no mesmo período.
Segundo Rodrigo Simões Galvão, economista responsável pelo IPF, o preço do prato feito é afetado por uma variedade de fatores. Não se trata apenas do custo dos ingredientes, mas também de despesas como aluguel de estabelecimento, salários, energia elétrica e outras obrigações financeiras que os proprietários de restaurantes enfrentam.
A variação regional dos preços é significativa. A região Sul do Brasil registra o maior custo médio, de R$ 34,90, enquanto o Centro-Oeste apresenta R$ 34,45. No Sudeste, os preços ficam em torno de R$ 31,99, enquanto as regiões Norte e Nordeste oferecem alguns dos valores mais baixos, a R$ 29,99 e R$ 30, respectivamente.
Essa diferença pode fazer com que trabalhadores paguem até 16% a mais pela mesma refeição, dependendo de sua localização. O economista Galvão destaca que, mesmo com a variação de preços, a tendência de aumento dos custos do prato feito é uma realidade em todo o país.
Ainda que a inflação tenha desacelerado, fatores externos podem influenciar os preços das refeições nos próximos meses. Especialistas alertam que o fenômeno climático El Niño pode impactar a produção agrícola e levar a novos aumentos em itens básicos como batata, cebola e milho, que são essenciais na alimentação e na produção de carnes.
Os economistas observam que é cedo para prever a magnitude desses efeitos, mas eles ressaltam a importância de acompanhar a situação para entender como isso pode afetar os preços de alimentos e refeições no Brasil.
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Jornalista especializado em Economia

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