Arroz, carne bovina e derivados de soja se destacam entre os produtos que mais contribuíram para a elevação dos preços.

Os preços na porta de fábrica tiveram uma elevação de 0,36% em agosto, após uma queda de 0,83% em julho, segundo o IPP (Índice de Preços ao Produtor), conforme divulgado nesta quarta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O setor de alimentos foi o principal destaque, com uma alta de 1,99% nos preços, contribuindo com 0,47 ponto percentual para a variação de 0,36% da indústria geral. Esta foi a terceira alta consecutiva registrada nos preços de alimentos, alcançando o nível mais alto desde novembro de 2024, quando a alta foi de 2,18%.
✨ Os preços acumulam até agora uma alta de 2,7% no ano, contrastando com uma queda de 7,7% no mesmo período do ano anterior.
Apesar da alta acumulada, os preços de alimentos ainda mostram uma variação negativa de 0,38% nos últimos 12 meses. No entanto, este resultado reflete uma redução na queda comparativa, visto que em janeiro a deflação era de 9,92% e em julho de 2,92%.
O IBGE destaca que o setor de alimentos teve a maior influência tanto na variação mensal quanto no acumulado do ano. Arroz, carne bovina e resíduos de soja foram os produtos que mais contribuíram para a alta dos preços no mês de agosto.
O aumento dos preços do arroz semibranqueado, das carnes bovinas frescas e dos resíduos da extração de soja foram especialmente significativos. No caso do arroz, o aumento é atribuído à alta da matéria-prima, enquanto os preços das carnes foram afetados pela demanda externa e pela depreciação do real.
Os produtos ligados às indústrias extrativas também apresentaram variações significativas, com uma alta de 4,33% em agosto, marcando a maior variação mensal entre as atividades pesquisadas.
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Jornalista especializado em Economia

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