Pesquisa do IBGE revela discrepâncias salariais em grandes setores

Um novo relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que os setores que mais empregam no Brasil também estão entre os que oferecem os salários mais baixos. O estudo, publicado nesta quinta-feira (24), analisou dados de 2024 e abrangeu 20 setores diferentes.
Os dez setores que mais geram empregos contabilizam mais de 48,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada, representando uma fatia superior a 90% do total no país. Porém, ao menos seis desses segmentos possuem salários médios inferiores à média nacional, que é de R$ 3.932,45.
O setor de comércio e reparação de veículos destaca-se como o maior empregador do país, com cerca de 10 milhões de trabalhadores registrados. No entanto, os salários médios nesse segmento são de apenas R$ 2.797,83, o que o coloca entre os rankings de menores remunerações. Da mesma forma, o ramo de atividades administrativas e serviços complementares, que emprega cerca de 5,7 milhões, paga em média R$ 2.392,97.
Por outro lado, setores menos populosos exibem salários médios mais elevados. Por exemplo, o segmento que abrange organismos internacionais e instituições extraterritoriais remunera os trabalhadores com um salário médio de R$ 9.678,61, cerca de quatro vezes mais do que os que atuam em alojamento e alimentação.
✨ Os trabalhadores que possuem diploma universitário ganham, em média, R$ 5 mil a mais que aqueles com nível médio.
O mesmo relatório do IBGE mostra que o número de empresas ativas no Brasil alcançou cerca de 10,6 milhões em 2024, com um crescimento de 5,8% em relação ao ano anterior. Somente 7% desse total são grandes empresas, enquanto 93% são de pequeno porte, com até nove funcionários. Este segmento foi crucial para o aumento do número de negócios no Brasil.
Além disso, a diferença de salários também é acentuada quando se analisa a formação educacional. Os trabalhadores com ensino superior, que representam 23,6% dos assalariados, ganham, em média, R$ 7.776,59, em contraste com os R$ 2.742,41 recebidos por aqueles com ensino médio. Isso revela que a educação tem um impacto significativo na remuneração.
As disparidades salariales se estendem também entre as regiões do país. O Distrito Federal lidera o ranking salarial, com uma média mensal de R$ 6.845,13, seguido pelo Rio de Janeiro, onde o salário médio é de R$ 4.501,35. São Paulo ocupa a terceira posição, com média de R$ 4.423,04.
O levantamento detalha como variam os salários médios nos diferentes estados do Brasil.
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