Resultado representa alta de 35% em relação ao ano anterior, impulsionado por preços mais altos do petróleo.

A Saudi Aramco reportou um lucro líquido de US$ 36,25 bilhões no terceiro trimestre de 2026, representando um crescimento de 35% em comparação ao mesmo período do ano anterior, conforme divulgado pela estatal saudita nesta terça-feira (3).
A receita da empresa alcançou US$ 123,82 bilhões, um avanço de 20,2%, impulsionado pelo aumento dos preços do petróleo bruto, bem como de produtos refinados e químicos. O lucro por ação, tanto básico quanto diluído, subiu de US$ 0,11 para US$ 0,15.
Esse resultado superou a expectativa do mercado, que projetava 0,48 riais sauditas, aproximadamente US$ 0,13, conforme analistas consultados pela FactSet. Além disso, a receita ultrapassou a expectativa de 449,62 bilhões de riais sauditas, cerca de US$ 119,9 bilhões.
✨ O lucro líquido ajustado aumentou 9%, totalizando US$ 31,2 bilhões, beneficiado em parte por um ganho de US$ 6,9 bilhões advindo da venda da participação da Aramco na PRefChem para a Petronas.
Na operação industrial, a Aramco viu o lucro operacional ajustado de sua divisão de refino e petroquímica (downstream) crescer 234%, atingindo US$ 10,3 bilhões, devido à melhora nas margens de refino. Enquanto isso, o setor de exploração e produção (upstream) apresentou uma diminuição do lucro, que caiu para US$ 46,81 bilhões, em comparação com US$ 51,49 bilhões um ano antes.
O fluxo de caixa livre da empresa também se destacou, subindo para US$ 28,2 bilhões. A Aramco anunciou dividendos de US$ 21,9 bilhões, um aumento anual de 3,5%.
A companhia afirmou que, até 30 de setembro, não havia expectativas de impacto financeiro material devido aos ataques direcionados às suas instalações. Para contornar as restrições no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, a empresa começou a utilizar o oleoduto Leste-Oeste e está avaliando novas rotas de exportação.
O balanço do terceiro trimestre destaca um aumento no lucro, crescimento de receita, melhoria no desempenho nas áreas de refino e petroquímica, além da manutenção da afirmação de que os ataques realizados às suas instalações não tinham gerado efeitos financeiros significativos até fim de setembro.
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