PMI de serviços caiu para 49,2, mas perspectivas de crescimento aumentam após eleições

O setor de serviços no Brasil voltou a registrar contração em setembro, com o PMI (Índice de Gerentes de Compras) caindo para 49,2, de 50,5 em agosto, marcando a maior retração desde outubro de 2025. A queda na demanda resultou em uma diminuição nas atividades, empregos e novos pedidos. A marca de 50 separa crescimento de contração.
Apesar desse cenário negativo, as empresas demonstraram maior otimismo em relação ao crescimento futuro, alentadas pela expectativa de melhorias nas condições econômicas após as eleições presidenciais deste mês. De acordo com Pollyanna De Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, se um segundo turno for necessário, a confiança poderá demorar a se restabelecer.
✨ O PMI Composto do Brasil também caiu, indo para 47,4 em setembro, de 49,1 em agosto, representando a maior queda da produção do setor privado em um ano.
O levantamento destacou que restrições orçamentárias dos clientes, condições competitivas desfavoráveis e cancelamentos de projetos contribuíram para a contração nas vendas. No entanto, a queda foi considerada leve, e a produção também registrou uma diminuição moderada.
Em relação aos custos, o aumento de preços de insumos, como produtos químicos e alimentos, foi identificado como um fator que elevou os custos operacionais, embora a taxa de inflação de custos tenha desacelerado para seu menor nível em seis meses.
Os preços cobrados pelos serviços subiram, mas também em um ritmo moderado, com os participantes da pesquisa relatando que apenas um repasse parcial dos aumentos de custos aos clientes ocorreu. Os dados positivos, como a redução das pressões nos custos, geraram esperanças de que a inflação medida pelo IPCA fique abaixo das previsões do Banco Central.
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Jornalista especializado em Economia

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