Impulsionado por ouro e cobre, setor se destaca em cenário geopolítico incerto

O setor mineral do Brasil alcançou um faturamento de R$ 77,9 bilhões no primeiro trimestre de 2026, conforme os dados divulgados pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração). Este resultado representa um crescimento de 6% em comparação com o período correspondente do ano passado.
O minério de ferro continua sendo o principal responsável por esta receita, respondendo por 48% do total, mas o aumento foi especialmente notável nos segmentos de ouro e cobre, que apresentaram crescimentos de 45% e 28%, respectivamente.
A valorização do ouro é atribuída ao aumento da demanda por ativos seguros, especialmente em tempos de incerteza geopolítica e econômica. Por outro lado, a procura por cobre tem se intensificado devido à sua essencialidade na transição energética, sendo fundamental na eletrificação e em diversas aplicações tecnológicas como veículos elétricos e sistemas de energia.
✨ A IEA alerta que o mercado global de cobre pode enfrentar um déficit de oferta de até 30% até 2035, a menos que novos projetos sejam desenvolvidos.
Minas Gerais, Pará e Bahia se destacaram como os estados com maior faturamento, contribuindo com 38%, 35% e 6% do total nacional, respectivamente. A arrecadação com impostos e tributos do setor atingiu R$ 26,9 bilhões no mesmo período.
As exportações de minerais aumentaram para 87,9 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 0,9% em relação a 2025, resultando em uma receita de cerca de US$ 11,4 bilhões, um aumento significativo de 21,5%. O minério de ferro continua liderando, correspondendo a 53,9% do valor exportado.
As importações também apresentaram um aumento de 29%, totalizando US$ 2,1 bilhões, impulsionadas principalmente pela demanda por insumos utilizados na produção de fertilizantes, como enxofre e potássio.
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Jornalista especializado em Economia

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