Taxa do DI para janeiro de 2028 atinge 13,585% com alta de 10 pontos-base, enquanto Lula registra leve avanço nas intenções de voto.

As taxas dos DIs encerraram a quarta-feira (23) em alta, impulsionadas pelo aumento dos rendimentos dos Treasuries no exterior e pelo leve crescimento nas intenções de voto de Luiz Inácio Lula da Silva em nova pesquisa eleitoral. A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 13,585%, representando um aumento de 10 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 13,485%.
Na ponta longa da curva de juros, a taxa do DI para janeiro de 2035 alcançou 14,035%, uma elevação de 7 pontos-base ante os 13,962% anteriores. A pesquisa Atlas/Bloomberg revelou que Lula possui 47,7% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 47,4%. Com a margem de erro de 1 ponto percentual, isso configura um empate técnico, mas dá a Lula a liderança numérica, uma vez que no levantamento anterior ele tinha 46,8%.
✨ A percepção de fortalecimento da candidatura de Lula trouxe um viés de alta para o dólar e para as taxas dos DIs, impactando também o Ibovespa.
Além disso, o aumento nos rendimentos dos Treasuries, especialmente com a expectativa de um aumento nas taxas de juros pelo Federal Reserve, contribuiu para a elevação das taxas no Brasil. O índice PMI dos EUA, divulgado pela S&P Global, subiu para 58,4 em setembro, o mais alto desde julho de 2021, evidenciando uma expansão no setor privado. Esse cenário levou ao disparo dos rendimentos dos Treasuries.
Apesar da alta nas taxas, ainda há uma expectativa de redução da Selic, atualmente em 13,75%, na próxima reunião do Copom em novembro, com profissionais do mercado indicando cerca de 60% de chance de um corte de 25 pontos-base. O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, afirmou que o atual processo de cortes da Selic é uma 'calibração' e não um afrouxamento monetário.
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Jornalista especializado em Economia

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