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economia
3 min de leitura

Tesouro Direto: escolha o título ideal com Selic a 14% ao ano

Entenda como a taxa Selic impacta seus investimentos no Tesouro Direto

Gabriel Rodrigues06 de agosto de 2026 às 12:40
Tesouro Direto: escolha o título ideal com Selic a 14% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 14% ao ano, levando muitos investidores a questionarem a viabilidade de aplicar no Tesouro Direto. Entretanto, especialistas alertam que a decisão deve ir além da rentabilidade e considerar o prazo e os objetivos financeiros de cada investidor.

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto não se refere a um único tipo de investimento, mas sim a uma plataforma que permite adquirir títulos públicos emitidos pelo governo. Ao comprar um título, o investidor empresta dinheiro ao governo, recebendo uma compensação financeira que varia conforme o título selecionado.

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Você deve escolher o título levando em conta o objetivo e o prazo, não só a rentabilidade

Sharon Halpern, Blackbird Investimentos

Investir no Tesouro Direto é acessível, com aplicações começando por cerca de R$ 30.

Como iniciar seus investimentos?

Para começar, é necessário abrir uma conta em uma corretora ou banco habilitado a operar no Tesouro Direto. Após transferir os fundos, o investidor pode acessar a plataforma para escolher os títulos que deseja.

Principais títulos do Tesouro Direto

O Tesouro Selic é ideal para reservas de emergência, pois apresenta baixa volatilidade e acompanha a taxa básica de juros da economia. Em contraste, o Tesouro Prefixado oferece rentabilidade definida no momento da aplicação, sendo mais atrativo em um contexto de queda de juros, desde que o investimento seja mantido até o vencimento.

Para objetivos de longo prazo, o Tesouro IPCA+ se destaca, combinando inflação com uma taxa de juros fixa, o que ajuda na preservação do poder de compra ao longo do tempo.

Uma nova opção, o Tesouro Reserva, foi desenvolvida para oferecer alta liquidez e segurança a quem deseja resgates imediatos, com rentabilidade atrelada à Selic.

Além disso, existe o Tesouro Educa+, voltado para a formação de reservas para educação, e o Tesouro Renda+, que busca complementar a renda futura com pagamentos periódicos.

Aspectos tributários e de custódia

Embora os títulos públicos sejam investimentos de baixo custo, é importante lembrar que seus rendimentos estão sujeitos ao Imposto de Renda, cuja alíquota diminui com o tempo de aplicação. Para investimentos de até 180 dias, a alíquota é de 22,5%, enquanto que para aplicações mantidas por mais de dois anos, pode chegar a 15%.

Além disso, em algumas situações pode haver a cobrança da taxa de custódia da B3.

Mudanças nas taxas de juros e suas implicações

Com a eventual queda da Selic, os investidores tendem a prestar mais atenção em títulos prefixados e indexados à inflação, já que estes podem oferecer valorização antes do vencimento. O Tesouro Selic, contudo, continua sendo essencial para quem prioriza liquidez e segurança.

Os especialistas recomendam não concentrar o patrimônio em apenas uma classe de ativos, visto que isso pode limitar o potencial de retorno e aumentar os riscos.

Sobre a Resenha do Dinheiro

O programa, realizado com apoio da B3 e da BlackRock, é conduzido por Bernardo Pascowitch, Thiago Godoy e Marilia Fontes, apresentando de forma descontraída temas sobre educação financeira e investimentos. A Resenha do Dinheiro é transmitida nas sextas-feiras e domingos, disponível em canais oficiais.

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