Área no pré-sal pode ser incluída em futuras licitações.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou, na sexta-feira passada, a realização de estudos geoeconômicos referentes ao bloco Sul de Sapinhoá, situado no Polígono do Pré-Sal da Bacia de Santos. Esses estudos são parte do Calendário Estratégico para o biênio 2026/2027.
Os dados coletados serão enviados ao Ministério de Minas e Energia (MME), que avaliará a viabilidade de incluir a área de 460 km² em próximas rodadas de licitação. O MME, por sua vez, é responsável por propor ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) quais blocos devem ser considerados para as licitações de partilha de produção.
✨ Estudos preliminares indicam que a região possui condições favoráveis para projetos sustentáveis tanto técnica quanto financeiramente.
Os blocos localizados na área do pré-sal, ou em regiões estratégicas, podem ser adquiridos por empresas petrolíferas através da Oferta Permanente de Partilha de Produção. Nessa modalidade, a produção extraída é dividida com a União.
Ainda assim, para que um bloco seja licitado sob esse regime de partilha, é necessária uma autorização do CNPE. Este último também define os parâmetros específicos a serem seguidos para cada campo ou bloco licitado.
A ANP enfatiza que esses blocos são escolhidos em bacias com alto potencial para encontrar petróleo e gás natural. O objetivo é não apenas aumentar as reservas, mas também atender à crescente demanda interna por esses recursos.
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Jornalista especializado em Energia

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