Recursos serão utilizados para quitar salários atrasados de jogadores e funcionários.

O Corinthians desbloqueou R$ 27 milhões que estavam retidos em uma conta reserva do financiamento da Neo Química Arena. O acordo, assinado pelo presidente Osmar Stabile com a Caixa Econômica Federal, já resultou no repasse da primeira parcela de R$ 13,5 milhões ao clube.
Com a chegada deste valor nesta quarta-feira, a diretoria planeja utilizar os recursos para quitar os salários atrasados de jogadores e funcionários. A expectativa é que os pagamentos sejam regularizados nesta quinta-feira, incluindo as remunerações previstas pela CLT que estavam pendentes.
✨ A outra metade dos R$ 27 milhões, também de R$ 13,5 milhões, ainda será repassada ao Corinthians, que aguarda a liberação da segunda parcela para completar o montante.
A liberação dos recursos é vista pela gestão de Osmar Stabile como um avanço nas negociações para solucionar a dívida relacionada à Neo Química Arena, cujo saldo devedor está estimado em R$ 630 milhões. A assessoria de imprensa da Caixa afirmou que a instituição não comenta operações bancárias específicas, em razão do sigilo bancário previsto na legislação.
Além dos R$ 27 milhões, o Corinthians está discutindo uma proposta para buscar a quitação definitiva do financiamento da Arena. Entre as sugestões do clube está o repasse dos direitos de nome do estádio, atualmente vinculados à Hypera Pharma, avaliados em R$ 70 milhões anuais.
As negociações também contemplam a migração das operações financeiras do clube para a Caixa, com contas e folhas de pagamento, além do lançamento de cartões do Fiel Torcedor e títulos de capitalização. Desde a inauguração da Neo Química Arena, em 2014, o Corinthians já desembolsou cerca de R$ 600 milhões relacionados ao financiamento.
De acordo com o contrato repactuado durante a gestão de Duilio Monteiro Alves, a dívida está prevista para vencer em dezembro de 2041, com juros de 2% ao ano mais CDI, e as amortizações começam em 2025. A atual diretoria considera o financiamento do estádio como um dos principais fatores que geraram a crise financeira do Corinthians, que enfrenta um endividamento total estimado em R$ 2,8 bilhões.
Com o desbloqueio dos R$ 27 milhões, o Corinthians tem como prioridade regularizar os salários atrasados e, ao mesmo tempo, avançar nas negociações para reduzir o impacto da dívida da Neo Química Arena sobre suas finanças.
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Jornalista especializado em Esportes




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