Desastre na fronteira entre Nepal e Tibete provoca caos humanitário

Nesta sexta-feira, equipes de resgate continuam seu trabalho sob condições extremas na região atingida por uma avalanche e inundações devastadoras na fronteira entre o Nepal e o Tibete. O desastre, que ocorreu no dia 26 de setembro, levou à morte de centenas de pessoas e deixou mais de 1.400 desaparecidos, tornando-se um dos piores acidentes recentes na região do Himalaia.
De acordo com as autoridades nepalesas, até o momento, 538 corpos foram recuperados dentro do território do Nepal, enquanto no Tibete o número oficial é de cinco mortos e 558 desaparecidos. Além disso, a Índia confirmou a recuperação de sete corpos em rios que têm origem no Nepal, acreditando que sejam de vítimas das inundações.
O grande número de desaparecidos inclui turistas internacionais e peregrinos hindus a caminho do Monte Kailash. A tragédia foi provocada pelo colapso parcial de uma geleira, conforme relato do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que gerou uma colossal torrente de água fria, lama e sedimentos, inundando vales e vilarejos com a força de um tsunami.
✨ As equipes de emergência foram obrigadas a se retirar de algumas regiões, enquanto crescem os riscos de novos deslizamentos e enxurradas.
A situação se agravou com o rompimento de um lago formado por detritos no Tibete, levando as autoridades nepalesas a reorientar esforços de resgate. Enquanto isso, socorristas chineses conseguiram acessar a área mais afetada no lado tibetano. Um primeiro grupo, composto por 21 profissionais e um cão farejador, chegou à região de Gyirong, próxima da fronteira com o Nepal.
No Nepal, os trabalhos de resgate se concentram em regiões isoladas, onde há escassez de água potável e suprimentos alimentares. O Exército está empenhado em retirar mais de 100 pessoas que permanecem presas dentro de um túnel de um projeto hidrelétrico no vale de Trishuli, enquanto cerca de 350 trabalhadores e moradores já foram levados a locais seguros, havendo dificuldades de acesso, até mesmo por via aérea.
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