Aumento significativo da presença militar norte-coreana na Rússia

A presença militar da Coreia do Norte na Rússia superou a marca de 12 mil tropas, conforme um oficial da inteligência ucraniana relatou que o país asiático enviou unidades ao apoio da guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Uma unidade de mísseis norte-coreana, composta por cerca de 90 soldados, está se transferindo para a região de Voronezh na Rússia e pode estar equipada com até 120 mísseis balísticos e seis lançadores, para a execução de ataques contra posições ucranianas.
✨ O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que a Rússia planeja receber ainda mais tropas norte-coreanas em suas instalações.
Análises preliminares realizadas por autoridades militares dos EUA, da Ucrânia e da Coreia do Sul apresentavam estimativas entre 10 mil a 12 mil soldados enviados até o final de 2024. Contudo, em janeiro de 2025, o vice-embaixador dos EUA na ONU confirmou a presença de mais de 12 mil soldados da Coreia do Norte na Rússia.
Observações adicionais desde então indicaram que o número de tropas na região de Kursk variava entre 14 mil e 15 mil, com cerca de 9.500 delas não engajadas em ações diretas contra a Ucrânia até este mês.
No mês de abril de 2025, uma confirmação conjunta entre a Rússia e a Coreia do Norte revelou que as tropas daquele país haviam estado em combate contra os militares ucranianos em Kursk, recebendo elogios de comandantes russos.
Em junho de 2025, o secretário do Conselho de Segurança da Rússia anunciou que a Coreia do Norte enviaria 1.000 especialistas em desminagem e 5.000 trabalhadores da construção para ajudar na reabilitação da infraestrutura em Kursk.
✨ A Coreia do Norte também tem enviado extensivas quantidades de munição e armamentos para a Rússia, incluindo projéteis de artilharia e mísseis balísticos.
Estimativas indicam que a Coreia do Norte forneceu cerca de quatro milhões de projéteis de artilharia desde meados de 2023, além de mísseis balísticos, que ajudam a suprir parte significativa das necessidades russas nas linhas de frente.
O pacto de cooperação estratégica assinado entre Vladimir Putin e Kim Jong Un, durante a visita do presidente russo a Pyongyang em junho de 2024, fundamentou essa colaboração militar. O acordo estabelece compromissos de assistência mútua em casos de agressão.
Analistas interpretam a ajuda norte-coreana como uma tentativa de obtenção de recursos, tecnologia militar e experiência de combate, além de justificar a presença de tropas como um suporte a um aliado.
A comunidade internacional, especialmente os Estados Unidos, expressou sérias preocupações sobre o envio de tropas e armamentos, considerando isso uma violação às resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que sancionam a Coreia do Norte desde 2006 devido aos seus programas de armas nucleares.
Além disso, sanções adicionais foram impostas contra entidades envolvidas em suporte militar entre Pyongyang e Moscou, enquanto a Otan alertou sobre os riscos que essas alianças representam além do escopo europeu.
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