Presidente Díaz-Canel avisa sobre consequências de ações militares norte-americanas

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, alertou que qualquer ação militar dos Estados Unidos contra a ilha resultaria em um "banho de sangue", ressaltando que tal conflito teria repercussões devastadoras para a paz regional. Em uma declaração feita no X, o líder cubano enfatizou que Cuba não representa uma ameaça.
Esses comentários foram feitos em resposta a uma recente reportagem do site Axios, que informou que Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares, com planos discutidos de utilizá-los para atacar a base naval dos EUA na Baía de Guantánamo e navios militares, incluindo aqueles em Key West, na Flórida.
✨ Díaz-Canel destaca que a defesa da Cuba é uma prioridade e que qualquer ataque será respondido com firmeza.
Nas ruas de Havana, moradores expressaram disposição para resistir a um possível ataque. Sandra Roseaux, de 57 anos, declarou: "Os cubanos são corajosos e não estarão despreparados. Se eles vierem, Cuba responderá".
Cuba enfrenta um cenário complicado devido ao agravamento das tensões com os EUA, especialmente após a interrupção do fornecimento energético em decorrência de problemas na Venezuela. A escassez de combustível gerou uma crise de eletricidade, com apenas algumas horas de fornecimento por dia.
Além disso, as tensões aumentaram com a notícia de que o governo dos EUA planeja indiciar Raúl Castro, ex-líder cubano, por incidentes ocorridos em 1996 envolvendo aviões humanitários. O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, reafirmou que Cuba, como qualquer país, tem o direito legítimo de se defender de agressões externas, conforme a Carta da ONU.
Ulises Medina, um cubano de 58 anos, pediu pela via do diálogo: "Nem Cuba deve invadir os EUA, nem o contrário. A negociação é necessária". Jorge Villalobos, de 87 anos, reforçou que o povo cubano está preparado para defender seu território com determinação, independentemente das circunstâncias.
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