Impactos financeiros e sociais da operação em andamento

O conflito militar dos Estados Unidos contra o Irã, iniciado há apenas dois meses, já gerou um custo estimado de aproximadamente 25 bilhões de dólares, conforme revelado por um oficial do Pentágono ao Congresso nesta quarta-feira, 29.
Essa quantia, equivalente a cerca de 125 bilhões de reais, destaca os altos gastos envolvidos em operações de combate, que já impactam não apenas a economia dos EUA, mas também os mercados globais, refletindo em aumentos no preço do petróleo e em taxas de pobreza.
Jules Hurst, controlador interino do Pentágono, mencionou que a maior parte dos gastos está relacionada à aquisição e utilização de munições na chamada Operação Fúria Épica, iniciada em 28 de fevereiro em cooperação com Israel. Em contrapartida, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, fez uma projeção de que o custo real poderia ser inferior ao mencionado por Hurst, mas não forneceu detalhes sobre os impactos orçamentários.
✨ Indagado sobre o custo da segurança contra armamentos nucleares iranianos, Hegseth questionou: “Qual o preço a se pagar para garantir que o Irã nunca tenha uma arma nuclear?”
As operações aéreas visam as forças militares e lideranças do Irã, com o ponto central de discórdia sendo o programa nuclear do país. As negociações para um cessar-fogo ainda estão paralisadas, e, em resposta à pressão dos EUA, o Irã declarou não aceitar mais imposições em suas políticas.
Aceitando o clima de tensão, Donald Trump, em suas redes sociais, alertou o Irã, criticando sua capacidade de alcançá-los um acordo sobre energia nuclear, o que sugere um possível prolongamento das hostilidades.
O conflito não apenas afeta a economia, mas também tem repercussões sociais graves. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) alertou que a elevação dos preços da energia pode forçar cerca de 32 milhões de pessoas a serem empurradas para a pobreza, afetando 160 países. O administrador do PNUD, Alexander De Croo, indicou que os efeitos seriam inescapáveis, mesmo que a guerra terminasse imediatamente.
Sob o aspecto diplomático, Trump conversou por telefone com o presidente russo Vladimir Putin sobre a situação no Oriente Médio. Putin apoiou a extensão do cessar-fogo proposta por Trump, considerando-a essencial para facilitar negociações e promover a estabilidade na região.
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Jornalista especializado em Internacional

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