Grupo de jovens e oposição reivindica saída do dirigente após supostas exclusões de eleitores.

Manifestantes em Nova Délhi exigem a renúncia do chefe da Comissão Eleitoral da Índia, Gyanesh Kumar, após denúncias de que milhões de eleitores foram excluídos das listas oficiais. Os protestos, que ocorreram no último sábado (3), resultaram em diversos detidos.
Os atos foram organizados pelo partido Cockroach Janta, que representa a Geração Z, além de outros grupos de oposição. Os participantes afirmam que as mudanças recentes no cadastro eleitoral favorecem o partido do primeiro-ministro Narendra Modi e clamam pela saída do dirigente da Comissão.
De acordo com testemunhas, cerca de 100 manifestantes removeram barricadas de segurança e gritaram frases como "ladrão de votos, saia do cargo" e "Gyanesh Kumar, renuncie!" antes que a polícia interviesse e detivesse alguns deles à força. Entre os manifestantes estavam o deputado independente Kapil Sibal e a presidente da Associação Estudantil de Toda a Índia, Neha Bora.
✨ Criticados por um processo nacional de verificação de eleitores, que levou à exclusão de milhões, críticos alegam que a Comissão Eleitoral visa deslegitimar o voto da oposição.
As autoridades policiais se recusaram a informar sobre o número de detenções e as identidades dos presos. Neha Bora se manifestou sobre a situação, afirmando: "Primeiro, eles retiraram pessoas da lista eleitoral e agora não estão nos deixando levantar nossa voz contra isso. Isso é inaceitável".
Apesar das exigências dos manifestantes, Gyanesh Kumar não se pronunciou sobre os protestos. A polícia também havia impedido um grupo de manifestantes de se reunir na sexta-feira (2) e algumas estações de metrô permaneceram fechadas devido ao forte esquema de segurança.
A Comissão Eleitoral, que tradicionalmente é vista como uma das instituições mais confiáveis do país, alega que a revisão das listas tem como objetivo remover eleitores que estejam duplicados, falecidos ou inelegíveis e não se manifestou sobre as críticas. A comissão orientou as autoridades na sexta-feira a registrar novos eleitores qualificados, incluindo aqueles que foram omitidos das listas.
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Jornalista especializado em Internacional

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