Governança interina busca criar uma autoridade eleitoral crível

O governo interino da Venezuela, junto da ex-deputada oposicionista, deu início nesta quinta-feira a uma negociação voltada para a transição democrática, com o apoio explícito dos Estados Unidos.
Este diálogo acontece quase seis meses após a intervenção militar dos EUA que resultou na prisão de Nicolás Maduro.
Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência interina em janeiro, enfrenta pressão intensa de Washington. Dinorah Figuera, a ex-parlamentar que retornou ao país após oito anos de exílio, foi convidada pelos Estados Unidos para participar das discussões e buscar a formação de uma autoridade eleitoral legítima.
Logo após sua chegada, Figuera se reuniu com Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento, para a primeira conversa na qualidade de representante da oposição que atuou de 2015 a 2020.
✨ O Departamento de Estado americano reforçou o encontro como uma oportunidade para debater um roteiro político para a transição democrática.
Figuera se distanciou da líder opositora María Corina Machado, que lançou recentemente um 'manifesto do Panamá' propondo uma abordagem diferente para a transição.
Machado reivindica a vitória de seu candidato, Edmundo González Urrutia, nas eleições presidenciais de 2024, nas quais Maduro se proclamou reeleito, apesar de acusações de fraude.
Em 2023, Figuera assumiu simbolicamente a presidência de uma comissão parlamentar formada por deputados eleitos entre 2016 e 2020, que foram marginalizados pelo regime de Maduro.
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Jornalista especializado em Internacional

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