Ministro refuta informações sobre sua posição em relação à colaboração.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, afirmou que ainda não teve acesso ao conteúdo da proposta de colaboração premiada do empresário Daniel Vorcaro, em uma nota divulgada por seu gabinete nesta quinta-feira, 7.
Informações de Mônica Bergamo, colunista da Folha de S.Paulo, indicam que Mendonça teria demonstrado insatisfação com a delação atual, considerando-a repleta de omissões e intentos de proteger aliados de Vorcaro. No entanto, o ministro contraria essas afirmações, afirmando que elas carecem de fundamento e não correspondem à realidade.
✨ A colaboração premiada é considerada um direito do investigado e requer seriedade e efetividade.
Mendonça detalha que a presença de uma proposta de delação não impede que as investigações continuem. Ele ressalta que as apurações seguem seu curso regular, independentemente da colaboração.
A proposta de delação foi entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) em um pendrive, dividido em capítulos que abordam o suposto esquema e seus protagonistas. Os investigadores realizarão uma análise preliminar para verificar a utilidade das informações.
Se os relatos se mostrarem relevantes, Vorcaro poderá ser convocado para fornecer mais detalhes e identificar outros personagens envolvidos. As investigações em decorrência da proposta de delação não atrapalham a continuidade dos processos em curso.
Caso a proposta avance e seja aceita, a assinatura do termo de colaboração por parte de Mendonça será necessária, consolidando as condições acordadas entre a Polícia Federal e a PGR. Vorcaro encontra-se detido desde março, sendo alvo de investigações sobre fraudes financeiras no Banco Master.
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Jornalista especializado em Justiça

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