Análise do processo está agendada para terça-feira (6), com relatoria de Agnes da Costa.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) agendou para a próxima terça-feira (6) a análise de um processo que pode levar à caducidade da concessão da Enel São Paulo. O assunto está sob relatoria da diretora Agnes da Costa.
Este processo será reavaliado em decorrência da negativa, na última terça-feira (29), do recurso apresentado pela distribuidora, que contestou uma decisão que indeferiu a realização de uma perícia técnica. O relator Gentil Nogueira, por sua vez, divulgou um parecer, na segunda (28), no qual considerou 'desnecessária' a nova investigação dos fatos em questão.
✨ A Enel alega que a metodologia da Aneel para avaliar sua postura não é adequada e questiona os critérios utilizados para a fiscalização.
O pedido negado à Aneel, que ocorreu em 24 de agosto, foi motivado pela alegação da distribuidora de que eventos climáticos extremos causaram falhas no fornecimento de energia, e que novos critérios deveriam ser estabelecidos para avaliar essas interrupções. Em resposta, Nogueira reiterou que já existem registros adequados sobre as condições e ações da Enel diante dos episódios climáticos.
O processo de caducidade é uma previsão contratual para determinar se a distribuidora deve ou não manter a concessão do serviço público, com base em análises das falhas estruturais e operacionais. A Aneel instaurou esse procedimento após verificar falhas graves na distribuição de energia, como interrupções prolongadas e atrasos no atendimento das reclamações.
Ao concluir o processo, caberá à Aneel recomendar ao Ministério de Minas e Energia a caducidade da concessão, ou seja, a interrupção das atividades da Enel por descumprimento de obrigações contratuais. A distribuidora em questão atende aproximadamente 8,9 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios, incluindo a capital São Paulo.
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Jornalista especializado em Justiça

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