Prazo de 60 dias para manifestações sobre diretrizes

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estipulou um período de 60 dias para que os tribunais se manifestem acerca da proposta de uma política concebida para prevenir conflitos de interesse no Judiciário, elaborada pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.
Se as recomendações de Fachin forem aceitas, valerão para todos os tribunais, exceto o STF, que está debatendo separadamente um Código de Ética exclusivo para seus ministros, também sugerido pelo presidente da Corte.
"Proponho a suspensão do julgamento e a convocação de tribunais, conselhos e entidades da classe para apresentar sugestões dentro do prazo de 60 dias, afirmou Fachin.
✨ A proposta de Fachin busca garantir a independência e a imparcialidade essenciais para a confiança no Judiciário.
Fachin sublinhou a necessidade de atualizar o Código de Ética da Magistratura, que está em vigor desde 2008, reiterando que a proposta é fundamental para assegurar o acesso à Justiça e preservar a confiança da sociedade nas decisões judiciais.
Entre as medidas discutidas pelo CNJ, estão regras para a participação de juízes em eventos, relações com presentes e laços familiares, visando a transparência e a prevenção de conflitos. A minuta da resolução define diferentes graus de conflitos de interesse - real, potencial e aparente - e estabelece critérios rígidos para a participação de magistrados em eventos financeiros.
Após a consulta de 60 dias, caso a resolução seja aprovada, o CNJ terá até 120 dias para atualizar as diretrizes, e os tribunais terão um total de 180 dias para se adaptar a essas novas normas.
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Jornalista especializado em Justiça

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