Ex-banqueiro pede acesso a dados e crítica manuseio de seu celular após apreensão.

A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, protocolou nesta quinta-feira (29) no Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer de uma perícia preliminar. O documento alega supostas modificações no celular do ex-banqueiro após a apreensão em novembro de 2025.
"O aparelho registrou atividade durante a madrugada, enquanto estava nas mãos do Estado, e não há um documento sequer que diga quem o manuseou, por que e com que resultado", afirma a defesa, que usa este argumento para questionar a validade das provas fornecidas pela Polícia Federal nos inquéritos que investigam Vorcaro.
Em petição enviada ao STF, a defesa destaca que os pontos levantados pelo perito implicam em um pedido pela liberdade do ex-banqueiro, argumentando que não há justificativa para mantê-lo preso sem uma análise mais aprofundada do conteúdo do celular.
✨ A perícia contratada pela defesa aponta que no dia da prisão de Vorcaro, 657 arquivos foram modificados, incluindo dados contábeis e imagens.
Além disso, os advogados pedem à Polícia Federal o acesso a dados que, segundo eles, são solicitados desde fevereiro. No dia anterior, a PF indiciou Vorcaro por suspeitas de condutas ilegais envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
A Polícia Federal enviou ao STF um relatório, com mais de 700 páginas, indicando 15 suspeitos envolvidos nas irregularidades, incluindo Daniel Vorcaro e outros ex-integrantes do BRB. Os delegados solicitaram um prazo de 60 dias para concluir investigações e apresentar um relatório complementar.
De acordo com a PF, Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, formavam o 'núcleo estratégico da organização criminosa' que tentou viabilizar a compra do Banco Master pelo BRB entre 2024 e 2025.
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