Alcides Hahn e outros dois réus são punidos por apoio financeiro em Brasília

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) impôs penas de 14 anos de reclusão a Alcides Hahn, Vilamir Valmor Romanoski e Rene Afonso Mahnke. Os empresários foram considerados culpados por financiar atos antidemocráticos que ocorreram em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023.
Conforme a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), alcides destinou R$ 500 para o transporte de manifestantes. Romanoski, por outro lado, teve participação expressiva, com financiamento de dois veículos de fretamento avaliados em R$ 10 mil, além de ser identificado como coordenador das mobilizações através de mensagens em seu celular. Mahnke contribuía também, oferecendo R$ 1 mil para um ônibus.
✨ Os três réus foram condenados por abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano qualificado.
As investigações preliminares da Polícia Federal revelaram o envolvimento dos réus em outras ações contra a democracia, como postagens em redes sociais ligadas a acampamentos golpistas após as eleições presidenciais de 2022. A PGR enfatizou que sua colaboração foi fundamental para a condição de violência na praça dos Três Poderes.
Os atos resultaram em danos estimados de R$ 26,2 milhões, com R$ 3,5 milhões no Senado, R$ 2,7 milhões na Câmara e R$ 20 milhões no Palácio do Planalto.
De acordo com o relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes, os réus participaram ativamente da empreitada criminosa, fornecendo o suporte necessário para que os manifestantes pudessem tentar desestabilizar o governo legitimamente eleito. O julgamento foi realizado em formato virtual, com a decisão publicada em 2 de março. Moraes fixou a data de trânsito em julgado para 16 de março, encerrando a possibilidade de recursos judiciais.
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Jornalista especializado em Justiça

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