Ministério Público investiga o descarte de 40 mil obras da Biblioteca Monteiro Lobato

O Ministério Público de São Paulo iniciou uma investigação sobre o descarte inadequado de cerca de 40 mil livros pertencentes à Biblioteca Pública Monteiro Lobato, localizado em Osasco, na Grande São Paulo.
Os livros, que incluíam documentos históricos, foram encontrados em uma caçamba de lixo, gerando preocupações sobre a preservação do acervo público.
A denúncia sobre o descarte foi divulgada no programa SP2 da TV Globo no dia 25 de abril, e, em resposta, o promotor Rodrigo Nunes Serapião destacou que a investigação buscará avaliar possíveis perdas irreparáveis de acervos culturais e o dano moral à sociedade.
✨ A Biblioteca está fechada desde 2020 para reformas.
O MP solicitou à Prefeitura de Osasco acesso a registros que justifiquem o descarte, incluindo despachos e memorandos, além de identificar os responsáveis pela decisão de desmanche do acervo.
Serapião enfatizou a urgência na apuração para evitar a perda de evidências e verificar a possibilidade de recuperação dos bens.
O Ministério da Cultura condenou a ação, especialmente pelo ocorrido na mesma semana em que se comemorou o Dia Mundial do Livro, em 23 de abril. A pasta está dialogando com a Secretaria de Cultura de Osasco para assegurar acesso à literatura na comunidade.
Por sua vez, a Prefeitura de Osasco, sob a gestão de Gérson Pessoa, admitiu que os livros foram descartados por estarem contaminados com mofo e fungos, mas após a repercussão, mencionou que investigaria a manipulação do material e consideraria a contratação de uma empresa especializada para reavaliar os livros.
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Jornalista especializado em Justiça

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