Decisão visa evitar que o processo influencie nas eleições do final de outubro

A Justiça israelense determinou o adiamento por um mês do prazo final da licitação para um importante projeto de colonização na Cisjordânia, com o intuito de evitar que o processo impacte as eleições legislativas previstas para o final de outubro.
A decisão foi anunciada em um comunicado do gabinete da procuradora-geral, Gali Baharav-Miara, e visa garantir que a licitação ocorra após as eleições, diminuindo o risco de que ela seja utilizada como ferramenta de propaganda eleitoral, o que é considerado ilegal.
Este projeto refere-se à construção de mais de 1.200 moradias no âmbito do chamado projeto E1, localizado próximo ao assentamento de Maale Adumim, nas redondezas de Jerusalém. A proposta, que foi aprovada por Israel no ano passado, tem o potencial de isolar ainda mais Jerusalém Oriental, que é ocupada e anexada por Israel, dificultando a criação de um Estado palestino.
✨ Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, e a colonização nessa área aumentou significativamente sob o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que é considerado um dos mais conservadores da história do país.
As próximas eleições legislativas israelenses programadas para 27 de outubro são esperadas como um desafio para Netanyahu, cujos ministros têm reiteradamente defendido a anexação da Cisjordânia.
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Jornalista especializado em Justiça

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