Investigações sobre lavagem de dinheiro seguem em andamento.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu, novamente, manter em andamento a investigação contra os ex-ministros Geddel e Lúcio Vieira Lima sob suspeita de lavagem de dinheiro.
O inquérito investiga atividades relacionadas a um suposto esquema que envolve a simulação de um contrato de locação de maquinário agrícola destinado à propriedade rural da família Vieira Lima, além de transações fraudulentas na compra e venda de gado.
Em 2019, quando Geddel não ocupava mais um cargo público, Moraes havia remetido o caso à Justiça Federal do Distrito Federal, conforme a interpretação do Supremo sobre o foro privilegiado. Entretanto, com as alterações na legislação feitas pela Corte em 2025, o caso voltou a ser de competência do ministro.
✨ Defensores de Geddel e Lúcio tentaram arquivar o inquérito, alegando que suas fundamentações estavam baseadas em uma operação anteriormente anulada.
Em abril deste ano, Moraes já havia recusado um pedido similar. O ministro destacou a regularidade do processo, ressaltando que diversas etapas já foram concluídas, inclusive a entrega de um relatório pela Polícia Federal, e que encerrar a investigação neste momento seria 'prematuro'.
A Operação Cui Bono, que originou este inquérito, foi invalidada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas as investigações continuam sob a responsabilidade do Ministério Público Federal, a quem cabe, eventualmente, decidir sobre possíveis denúncias.
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Jornalista especializado em Justiça

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