MPRJ solicita prisão de coronel do Corpo de Bombeiros por assédio
Coronel é acusado de ameaçar testemunhas em investigação sobre assédio

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou a prisão preventiva do coronel do Corpo de Bombeiros, Lauro César Botto Maia, após denúncias de que ele enviou mensagens de intimidação a quatro sargentos que atuam como testemunhas em uma investigação de assédio sexual.
A denúncia formal foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça na Auditoria da Justiça Militar no dia 4 de julho, e o procedimento foi aceito pelo juiz dessa instância na sequência. O pedido de prisão preventiva será analisado em breve.
Segundo informações do MPRJ, as ameaças foram feitas em 29 de junho. As mensagens foram enviadas via WhatsApp, utilizando um número que pertencia a outra pessoa, e o coronel se apresentou como "Marcos João". O conteúdo das mensagens sugere que ele tinha conhecimento da investigação em andamento e estava tentando influenciar os depoimentos das sargentos.
✨ O MPRJ afirma que o coronel insinuou que as sargentos estariam sob influência de terceiros e sugeriu que elas reavaliassem suas declarações, afirmando que ainda havia tempo para "reparar o dano" causado.
As quatro sargentos são testemunhas em uma ação penal iniciada em julho deste ano pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ). Neste caso, Lauro César Botto Maia é acusado de enviar mensagens de teor sexualmente inadequado a uma subordinada entre o final de 2024 e julho de 2025.
A Justiça Militar já havia imposto medidas cautelares a Maia, incluindo a suspensão do porte de arma, a proibição do contato com a vítima e testemunhas, e a restrição de acesso ao quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros.
Até o momento, a defesa do coronel não foi encontrada para comentar sobre as acusações. O espaço permanece aberto para manifestação.
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