Esquema de segurança que beneficiava a empresa está sob investigação

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) anunciou, na quarta-feira (26), a denúncia de quatro policiais militares envolvidos em um esquema que fornecia segurança a dirigentes da Transwolff, empresa de transporte urbano com laços ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Os acusados, Alexandre Paulino Vieira, José Henrique Martins Flores, Alexandre Aleixo Romano Cezário e Nereu Aparecido Alves, enfrentam acusações de organização criminosa e, em um dos casos, lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, a atuação dos policiais ia além da segurança física, estendendo-se à proteção da imagem institucional da empresa.
✨ As investigações revelaram que o grupo não apenas realizava a vigilância, mas também transferia credibilidade institucional para interesses privados, favorecendo atividades ilícitas.
De acordo com o MPSP, o líder do grupo era o capitão Alexandre Paulino Vieira, responsável pela gestão do núcleo de segurança, enquanto o tenente-coronel José Henrique Martins Flores formalizava os serviços através de uma estrutura empresarial. Os sargentos Alexandre Aleixo Romano Cezário e Nereu Aparecido Alves desempenhavam funções diretas de segurança e movimentação de valores.
Os pagamentos pelos serviços eram feitos mensalmente e formalizados através de empresas de familiares dos policiais, conhecidas como 'laranjas'.
✨ Os vínculos dos policiais com atividades ilícitas foram confirmados em 2020, quando um dos sargentos fez uma consulta que revelou antecedentes criminais dos dirigentes.
O esquema foi descoberto na Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024, que revelou o uso das empresas Transwolff e UPBUS para encobrir atividades de tráfico de drogas e outras infrações. Várias prisões e apreensões ocorreram, direcionadas a figuras ligadas ao PCC.
O MPSP está investigando até 29 pessoas e já bloqueou mais de R$ 600 milhões em ativos da empresa para assegurar a reparação de danos. A Transwolff, em comunicado, nega qualquer envolvimento com atividades criminosas e afirma que colabora com as autoridades.
"A Transwolff repudia tentativas de associação com organizações criminosas e desmente qualquer relação com os policiais mencionados na investigação.
A defesa do capitão Alexandre Paulino Vieira afirma que ele é inocente e nunca integrou nenhuma organização criminosa, e as outras defesas dos demais policiais ainda não se manifestaram.
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