Supremo Tribunal Federal analisa regulamentação para perda de cargo como pena máxima.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal estão discutindo os próximos passos para implementar a regulamentação que extinguirá a aposentadoria compulsória como a principal sanção para juízes que cometem infrações. Recentemente, o ministro Flávio Dino estabeleceu que, em casos de transgressões legais, a pena máxima será a demissão do cargo.
Embora a aposentadoria compulsória não impedisse a demissão do magistrado, as decisões judiciais frequentemente se limitavam a essa opção, permitindo que o juiz afastado continuasse a receber uma fração de seu salário. A maioria dos ministros acredita que a continuidade dos pagamentos é, na verdade, um privilégio e não uma penalidade.
"A aposentadoria compulsória não serve para punir, mas sim para privilegiar
✨ Decisão do STF pode alterar o protocolo de punição a juízes infratores.
Segundo a Constituição, a perda de cargo exige um processo judicial, levantando questões sobre a autoridade do Conselho Nacional de Justiça em demissões diretas.
O Supremo agora decidirá se o CNJ terá a competência para demitir diretamente juízes ou se ainda será necessário submeter a questão a um processo judicial regular, dado que a função do CNJ é administrativa. As consequências dessa decisão vão definir se a responsabilização dos juízes ficará vinculada à ação do Ministério Público e da Advocacia-Geral da União.
Na última segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República apresentou um parecer ao STF, manifestando-se contra a liminar estabelecida por Dino.
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