Plenário analisará temas como provas em casos de estupro e mineração em terras indígenas

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, agendou para junho uma série de julgamentos que abordam questões sociais e legais relevantes, impactando tanto vítimas de crimes sexuais quanto a regulamentação de atividades em terras indígenas.
Um dos casos em destaque será a análise da validade de provas em processos de estupro, especialmente quando a vítima é submetida a constrangimentos. O STF discutirá também um recurso apresentado por Mariana Ferrer, que alega ter sido drogada e estuprada por André de Camargo Aranha em um evento em 2018. A corte reconheceu a repercussão geral do caso em março, e agora dará início à deliberação do mérito.
✨ Julgamento sobre mineração em terras indígenas está agendado para 17 de junho.
Outro assunto crucial será a regulamentação da mineração em terras indígenas, marcado para 17 de junho. Em fevereiro, o ministro Flávio Dino estabeleceu um prazo de dois anos para o Congresso criar uma legislação que atenda à norma constitucional acerca da exploração mineral, estipulando que a atividade dependesse da autorização das comunidades locais e da divisão dos lucros obtidos.
Além destes temas, o plenário do STF abordará no dia 10 de junho a constitucionalidade do compartilhamento de dados fiscais entre o Ministério Público Eleitoral e as autoridades, sem a autorização do Judiciário, em investigações de irregularidades relacionadas a doações eleitorais. Também serão analisados temas como a venda de veículos para pessoas com deficiência e a aposentadoria especial para trabalhadores em condições insalubres.
Por fim, no dia 24 de junho, a Corte avaliará a relação de trabalho entre motoristas e entregadores de aplicativos e as empresas que gerenciam essas plataformas.
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