Gilmar Mendes nega pedido de liberdade de Gabriela Correa, ligada a crimes brutais

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o habeas corpus solicitado por Gabriela Ferreira Correa da Costa, médica condenada a 40 anos e três meses de prisão por seu envolvimento em crimes brutais, incluindo homicídio e sequestro.
Gabriela foi sentenciada por sua participação nos assassinatos de Fabiano Ferreira Moura e Rayder Santos Rodrigues, ocorridos em abril de 2010, em Belo Horizonte (MG). O grupo criminoso ao qual ela pertencia sequestrou, extorquiu e executou as vítimas de forma brutal.
✨ A defesa alegava que os crimes deveriam ser considerados contínuos, o que poderia resultar em uma redução mais significativa da pena.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais já havia reconhecido a continuidade delitiva apenas para os crimes de extorsão e destruição de cadáver, o que levou à diminuição da pena inicial de 46 anos para 40 anos e três meses. Descontente com a decisão, a defesa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas novamente teve o pedido negado.
Ao analisar o caso, Gilmar Mendes argumentou que acatar o pedido da defesa implicaria uma reinterpretação dos fatos já estabelecidos, algo inaceitável em um habeas corpus. Com isso, a decisão mantém Gabriela atrás das grades.
Gabriela foi presa novamente em julho de 2025, após já ter sido detida anteriormente em 2018, em Diadema (SP), onde obteve liberdade.
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Jornalista especializado em Justiça

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