Decisão unânime destaca riscos à saúde e ao meio ambiente relacionados à extração do mineral.

O Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou uma lei do Estado de Goiás que autorizava a extração e o beneficiamento do amianto da variedade crisotila para fins exclusivos de exportação. A decisão foi tomada de forma unânime no julgamento encerrado nesta sexta-feira.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, ressaltou que não existem níveis seguros de exposição ao amianto crisotila, que é reconhecido como um mineral cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela comunidade científica internacional.
O ministro também destacou que o STF já possui diversos precedentes que proíbem a extração, industrialização, utilização e comercialização do amianto crisotila em todo o Brasil, sem exceções, incluindo para fins de exportação.
✨ Além dos riscos à saúde, a extração do amianto crisotila é considerada prejudicial ao meio ambiente. Moraes citou estudo que aponta que a produção de 20 toneladas de asbesto pode resultar na morte de uma pessoa em algum lugar do mundo.
O relator concluiu que a extração e o tratamento do amianto, embora possam parecer menos nocivos que outras variedades de asbestos, contrariam princípios constitucionais que promovem o desenvolvimento econômico sustentável e o equilíbrio ecológico.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Justiça

Priscilla Bovo é acusada de fraude em cirurgias faciais

Caso de violência doméstica mobiliza resgate de mãe e filha na região metropolitana de São Paulo.

Decisão terá validade nacional e pode impactar exploração de petróleo e gás no Brasil.

Ministro Moraes solicita formação técnica de cuidador durante prisão domiciliar