Proposta busca aumentar a transparência e proteger agentes e cidadãos.

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que torna obrigatório o uso de câmeras corporais durante as atividades de fiscalização ambiental.
A proposta, que avança para as comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, estabelece diretrizes claras sobre a transparência das operações em todos os órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), incluindo o Ibama e o ICMBio.
✨ A medida visa proteger tanto os cidadãos quanto os servidores públicos durante as abordagens fiscais.
De acordo com o texto aprovado, a implementação das câmeras tem como objetivo assegurar a segurança jurídica nas abordagens, oferecendo proteção contra potenciais abusos e documentando filmagens e gravações de áudio durante as operações.
Atualmente, não há leis federais que obrigam a utilização de câmeras portáteis de gravação nas fiscalizações ambientais. O ICMBio já possui algumas normas que preveem o uso desses dispositivos, mas a nova proposta transforma essa prática em uma exigência legal.
Os registros deverão ser armazenados de forma segura por pelo menos cinco anos, com acesso garantido aos envolvidos mediante solicitação fundamentada, enquanto a divulgação a terceiros será proibida, resguardando dados pessoais e sigilos institucionais.
O substitutivo do relator, deputado Chico Alencar (Psol-RJ), trouxe alterações que ampliam o escopo da proposta original, que focava nas atividades do ICMBio e em ações externas, englobando um conjunto mais abrangente de fiscalizações.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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