Técnica da Embrapa promete reduzir riscos sanitários e impactos ambientais.

A compostagem de carcaças de animais se apresenta como uma abordagem sustentável e segura, especialmente voltada para os produtores rurais no Brasil. Esta técnica, desenvolvida pela Embrapa, visa mitigar riscos sanitários e impactos ambientais, além de ser crucial para o descarte adequado das milhões de toneladas de carcaças geradas anualmente no país que é um dos maiores produtores de carne do mundo.
Existem três modelos principais de compostagem que não demandam investimentos em equipamentos sofisticados, permitindo amplo acesso aos produtores:
O descarte inadequado de carcaças pode levar à contaminação e prejuízos à saúde de humanos e animais. A compostagem, ao eliminar patógenos, desempenha um papel fundamental na bioseguridade das criações. Para cada quilo de animal morto, é necessário de 1,5 a 2 kg de substrato. Por exemplo, uma granja com 1.000 matrizes e uma mortalidade de 10% requer aproximadamente 150 m² para realizar a compostagem.
Além da facilidade de implementação, a compostagem resulta em um composto orgânico rico em nutrientes, útil para a agricultura, embora não deva ser aplicado diretamente em hortas ou cultivos de frutas. O processo, que pode alcançar temperaturas de até 70ºC, assegura a erradicação de agentes patogênicos, tornando-se uma solução eficiente e ecologicamente correta para o manejo de carcaças.
✨ Compostagem de carcaças: uma alternativa que promove saúde e sustentabilidade.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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