Moradores de Tumbira, no Amazonas, relatam preocupações com a seca severa

Os moradores da comunidade de Tumbira, situada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro, em Iranduba (AM), estão apreensivos com a volta do fenômeno El Niño, que promete intensificar a seca na região. Quase três anos depois de uma severa estiagem, eles temem que as dificuldades enfrentadas naquelas circunstâncias se repitam.
O empreendedor de turismo comunitário, Roberto Brito, expressou sua preocupação, citando a significante redução no nível do Rio Negro nos últimos anos. "Nosso rio, normalmente, todo ano ele enche e seca. Só que nos anos de 2023 e 2024, ele secou muito", relatou. A seca intensa não apenas prejudicou o transporte, mas também fez com que ele deixasse de aceitar reservas em sua pousada.
✨ As comunidades ribeirinhas solicitaram ao poder público ações emergenciais para enfrentar a nova seca, mas até agora não obtiveram respostas concretas.
Além de Roberto, outros moradores expressaram a mesma apreensão. A maioria da economia local, que se baseia no turismo, poderia ser severamente afetada se a seca for tão intensa quanto a de anos anteriores. A falta de resposta do governo em relação a medidas de auxílio para enfrentar a seca preocupa ainda mais a comunidade, que precisa de recursos como poços e sistemas de irrigação.
A Caritas Arquidiocesana de Manaus organizou uma audiência popular para discutir as necessidades urgentes das comunidades ribeirinhas em face da seca, destacando a importante participação da sociedade civil na busca de soluções. Contudo, a ausência de propostas concretas por parte do poder público deixou os moradores alarmados.
A insegurança sobre a capacidade de adaptação e a falta de políticas públicas efetivas reforçam o clima de incerteza entre os ribeirinhos da Amazônia, que aguardam ativamente por uma posição clara das autoridades.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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