Projeto da Elea Data Centers levanta preocupações em Belém e Barcarena

A instalação do BEL1, um data center inovador voltado para Inteligência Artificial em Miramar, Belém (PA), levanta discussões intensas sobre possíveis impactos sociais e ambientais na região.
Desenvolvido pela Elea Data Centers, o projeto já está sob análise do Ministério Público do Estado do Pará, que instaurou um inquérito civil para investigar a legalidade da obra e suas repercussões na cidade de Barcarena.
Pesquisas prévias de data centers em outras partes do mundo apontam para problemas, como o aumento da temperatura local e consumo excessivo de água, gerando ‘ilhas de calor’ e competindo por recursos hídricos. No entanto, a Elea afirma que o BEL1 usará um sistema de refrigeração que não demandará água para seus processos.
A capacidade inicial do empreendimento é de 7,5 megawatts, podendo ser expandida para até 100 megawatts nas fases posteriores. A Elea também assegura que toda a energia consumida será de fontes renováveis.
✨ As preocupações incluem o aumento da temperatura e o consumo excessivo de água.
O crescimento da demanda por energia é um ponto crítico. Especialistas alertam que a infraestrutura elétrica da região deve estar equipada para suportar essa carga sem comprometer o abastecimento local. Além disso, a geração de calor pelos data centers pode afetar as condições climáticas ao redor.
Para garantir que o projeto não gere alterações significativas no microclima, é essencial monitorar as temperaturas antes e durante a operação do data center.
O analista Pedro Côrtes ressalta que o projeto precisa ser visto como um sistema integrado, considerando não apenas a edificação física, mas também as demandas de energia e os potenciais impactos nas comunidades e ecossistemas locais.
Os estudos e avaliações que acompanham o desenvolvimento do BEL1 são fundamentais para mitigar os riscos e entender como essa infraestrutura pode afetar a vida no entorno.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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