Iniciativa promove agricultura urbana e apoio à reintegração social

Dois novos espaços para o cultivo de hortaliças serão abertos no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, com uma área total de 4 mil metros quadrados. Essa iniciativa, que une produção agrícola, capacitação profissional e impacto social, será inaugurada em julho após meses de preparação.
O projeto é resultado de uma parceria entre o Parque Villa-Lobos, a Associação de Resgate à Cidadania Por Amor à Humanidade (ARCAH) e a Horta Social Urbana. De acordo com Bruno Otelinger, diretor de operações da ARCAH, a ideia se baseia em 13 anos de experiência em reintegração social através da agricultura urbana.
A ARCAH já implementa uma iniciativa similar na Trattoria Fasano, onde todos os temperos servidos são colhidos de suas hortas. "Estamos expandindo esse conceito para o Villa-Lobos", afirma Otelinger.
O espaço será transformado em uma 'Horta Escola', focada no cultivo orgânico, e permitirá que os visitantes colham suas próprias hortaliças através do sistema 'Grab and Go'. Além disso, o local oferecerá oficinas e atividades educativas sobre sustentabilidade e alimentação saudável.
✨ Visitação gratuita e nove canteiros dedicados a diferentes hortaliças.
Serão nove canteiros, cada um com uma variedade de hortaliças como alface roxa, cebolinha e rúcula, além de uma estufa de hidroponia com 1.200 metros quadrados. O investimento total no projeto foi de R$ 650 mil, e o foco inicial será a produção de alface, buscando eficiência antes de diversificar.
Otelinger ressalta que um dos objetivos é educar os visitantes sobre cultivo orgânico e hidroponia, com visitas guiadas planejadas em parceria com o parque. A gestora de marketing da Reserva Parques, Ariadne Seixas, destaca que o espaço será acessível, mantendo a gratuidade, e programações educativas serão oferecidas para escolas.
Toda a receita gerada ajudará na manutenção do projeto e dos trabalhadores envolvidos, que são pessoas em processo de reintegração ao mercado.
Com foco em práticas sustentáveis, o projeto contempla também a integração com restaurantes do parque, que poderão utilizar os alimentos cultivados e fornecer resíduos orgânicos para composteira. Essa abordagem busca criar um ciclo sustentável de produção e consumo.
Medidas como a captação de água da chuva e geração de energia limpa também fazem parte do planejamento.
Atualmente, o projeto aguarda a certificação da Ecocert, que analisará a nova área e os processos produtivos. Um soft opening está previsto para apresentar a iniciativa à comunidade, enquanto as atividades seguem em desenvolvimento.
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