Descarte correto é crucial para a proteção ambiental

Nesta sexta-feira, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, produtores rurais e cooperativas destacam a importância do retorno adequado das embalagens de defensivos agrícolas para preservar o ambiente e cumprir a legislação aplicável.
Descarte impróprio dessas embalagens pode provocar sérios danos ao meio ambiente, como a contaminação do solo e de recursos hídricos. Isso inclui lençóis freáticos e rios, além de prejudicar a fauna e a flora locais.
✨ Práticas inadequadas como queimar ou enterrar embalagens podem resultar em penalidades severas para os agricultores.
Felipe Matheus de Castro, especialista em meio ambiente da cooperativa Cocari, com sede em Mandaguari (PR), enfatiza que a organização promove ações educativas e apoio contínuo aos produtores em todos os seus estados de atuação, incluindo Paraná, Goiás e Minas Gerais.
Um exemplo a ser seguido é o agricultor Valter Luiz Milani, de Marialva (PR). Ele, que possui uma área de 350 hectares, enfatiza a necessidade de seguir as diretrizes de devolução desde a aplicação do produto até a entrega das embalagens vazias, prevenindo assim contaminações.
Milani explica que realiza a tríplice lavagem das embalagens, fura o fundo para inutilização e faz a separação das tampas e lacres para garantir um descarte responsável.
O diretor-presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), Marcelo Okamura, destaca a conscientização dos produtores sobre a destinação correta das embalagens. Em 2025, o volume de embalagens adequadamente descartadas atingiu 76 mil toneladas, um aumento de 11% em relação ao ano anterior.
Embora o sistema tenha gerenciado a correta destinação de mais de 902 mil toneladas desde sua criação em 2002, Okamura reconhece a necessidade de expandir a capilaridade do sistema para regiões agrícolas emergentes, como Tocantins e Rondônia.
✨ Serão investidos R$ 70 milhões este ano para aumentar a infraestrutura de recebimento de embalagens no Brasil.
Além disso, uma nova fábrica focada na reciclagem de embalagens contaminadas está prevista para começar a operar até 2028, permitindo que até 100% das embalagens sejam recicláveis. Atualmente, 92% das embalagens de defensivos são direcionadas para reciclagem.
Apesar das incertezas econômicas geradas por conflitos internacionais, que influenciam o preço das resinas, o inpEV está alerta para evitar que as embalagens sejam desviadas para recicladores não licenciados.
O Sistema Campo Limpo é mantido por uma rede oficial de 424 unidades de recebimento e 12 recicladores associados, com ajuda na homologação de diversas embalagens e tampas de defensivos agrícolas.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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