FAO e WMO destacam impacto do calor extremo na agricultura

De acordo com um relatório recente da FAO e da WMO, ondas de calor extremo estão se tornando mais frequentes e intensas, impactando a produção de alimentos em níveis globais.
Celeste Saulo, secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial, afirmou que o aumento da temperatura está tornando as condições agrícolas cada vez mais desafiadoras, exacerbando vulnerabilidades preexistentes no setor.
✨ As condições de calor extremo começam a afetar negativamente as colheitas acima de 30°C.
Os dados apontam que, na agricultura, a produtividade das culturas geralmente diminui quando as temperaturas ultrapassam 30°C, desestabilizando as células e comprometendo a energia das plantas.
Na pecuária, o calor intenso pode resultar em taxas de mortalidade de até 24% entre os bovinos. Além disso, a qualidade e a quantidade da produção de leite também são afetadas, com uma perda global já contabilizada de 1% na produção.
O relatório destaca ainda o perigo para a saúde dos trabalhadores rurais. Algumas regiões, como o sul da Ásia, África Subsaariana e partes da América do Sul e Central, podem ter até 250 dias por ano considerados excessivamente quentes para a atividade agrícola.
O estresse hídrico e secas inesperadas, induzidas pela diminuição da umidade no solo, são outros riscos destacados no estudo.
Como ilustração desse problema, a seca que afetou o Brasil na temporada 2023/2024 levou a perdas de até 20% na produtividade, com temperaturas registradas até 7°C acima da média.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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