Ajustes técnicos impulsionam preços das commodities na sexta-feira.

O último dia de negociações da semana na bolsa de Nova York foi marcado por ajustes significativos nos preços de algumas soft commodities. Depois de um dia com queda superior a 8%, o cacau apresentou uma recuperação robusta nesta sexta-feira, com aumento de 3,19%, fechando a US$ 5.533 a tonelada.
Esse movimento de alta no cacau é atribuído a dados positivos de processamento na Ásia, onde a moagem no segundo trimestre alcançou 109,65 mil toneladas, uma alta de 7,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A expectativa do mercado era uma queda de 1%, o que evidencia a força do aumento nos preços.
✨ Cacau apresenta alta de 3,19%, fechando a US$ 5.533 a tonelada.
Assim como o cacau, o café também registrou um avanço significativo, com os contratos de arábica para setembro subindo 2,46%, para US$ 3,2030 a libra-peso. Dois fatores estão em destaque: o impacto potencial do fenômeno El Niño na produção do Brasil e a aceleração da colheita, que pode trazer pressão sobre os preços.
Até 15 de julho, 64% da safra de café brasileira de 2026/27 havia sido colhida, avanço que, embora positivo, está abaixo dos 77% do mesmo período do ano passado e da média de 70% das últimas cinco safras.
O açúcar também se destacou, subindo 2,70% após um recuo anterior de quase 3%, com os lotes para outubro cotados a 14,83 centavos a libra-peso. Já o suco de laranja registrou uma forte alta de 3,29%, fechando a US$ 1,3820 a libra-peso.
Por outro lado, o algodão foi a exceção, com os lotes para dezembro caindo 0,84% e fechando a 79,30 centavos a libra-peso.
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Jornalista especializado em Mercado Financeiro

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