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Mercado Financeiro
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Taxas futuras de juros no Brasil sobem em meio a conflitos no Oriente Médio

Aumento das tensões geopolíticas pressiona os mercados financeiros.

Gabriel Rodrigues13 de julho de 2026 às 18:40
Taxas futuras de juros no Brasil sobem em meio a conflitos no Oriente Médio

As taxas futuras de juros no Brasil avançaram nesta segunda-feira (13), em resposta à crescente instabilidade global impulsionada pelas tensões no Oriente Médio. A alta das taxas refletiu a escalada recente de conflitos e uma pressão significativa nas curvas de juros internacionais.

Durante a sessão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 viu uma elevação de sua taxa, passando de 13,904% para 13,955%. Da mesma forma, o DI de janeiro de 2029 subiu de 14,009% para 14,23%, enquanto o DI de janeiro de 2031 avançou de 14,209% para 14,38%.

Essas variações ocorrem em um cenário marcado pelo aumento de quase 10% no preço do petróleo, após declarações do presidente dos Estados Unidos sobre um ataque iminente ao Irã. Além disso, os EUA anunciaram um bloqueio marítimo ao Irã, aumentando as preocupações inflacionárias no mercado global.

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A expectativa de uma resolução rápida para o conflito ainda não foi descartada, especialmente com os preços do Brent ao redor de US$ 83. A criação de rotas alternativas e a interrupção das compras pela China ajudaram a equilibrar o mercado de petróleo.

O risco de erro de cálculo nas tensões geopolíticas aumentou, impactando os preços do petróleo profundamente.

Contexto

A aversão ao risco nos mercados financeiros foi exacerbada pela incerteza sobre a navegação livre no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo.

Apesar da pressão inflacionária, especialistas preveem uma possível redução na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em agosto, com uma probabilidade de 88% de corte.

Além disso, no cenário externo, as declarações do diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, também influenciaram os rendimentos dos Treasuries, elevando as expectativas de juros mais altos caso os índices de inflação nos EUA apresentem resultados fortes.

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