Bolsa estuda experiências de Toronto e Sydney para expandir financiamento do setor mineral.

A B3 está buscando fortalecer sua relação com pequenas mineradoras e empresas que desenvolvem projetos minerais em fase inicial. O objetivo é atrair companhias que atualmente dependem de bolsas internacionais para obter financiamento no Brasil.
A informação foi divulgada pela diretora de Listagem e Relacionamento da B3, Flávia Mouta, durante um encontro promovido pela ADIMB em São Paulo. Flávia destacou a importância de estabelecer conexões mais próximas com empresas menores, especialmente aquelas que ainda não começaram a produção comercial.
✨ A B3 reconhece a necessidade de intensificar a relação com mineradoras em estágio inicial e já mantém um vínculo com grandes empresas do setor.
O momento é propício, dado o aumento dos investimentos em minerais críticos no Brasil, como terras raras e lítio. Muitas das novas iniciativas são conduzidas por chamadas 'junior mining companies', que se especializam em pesquisa e desenvolvimento mineral, mas que ainda não têm operações em minas.
Flávia também mencionou que a B3 está tomando conhecimento das práticas das bolsas de Toronto e Sydney, que têm se destacado como centros de financiamento da mineração global. Essas bolsas possuem regras que facilitam o financiamento de projetos mais arriscados, permitindo que empresas sem produção comercial captem recursos com investidores.
Além de aperfeiçoar o acesso ao financiamento via ações, a B3 planeja avaliar outras estruturas de operação, incluindo ofertas de dívida e negociações de BDRs. Apesar dos avanços, novos instrumentos de financiamento específicos para o setor mineral ainda não foram definidos nem um cronograma estabelecido.
O debate no Congresso sobre incentivos fiscais para o setor mineral também continua, com a proposta da deputada Laura Carneiro, que visa criar uma nova classe de ações para financiar pesquisas minerais, oferecendo benefícios tributários aos investidores.
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