São Paulo lidera expansão do biometano como estratégia sustentável

A produção de biometano no Brasil deve crescer substancialmente em um futuro próximo, projetando-se uma ampliação de sua capacidade instalada de 657 milhões para 2,92 bilhões de metros cúbicos anuais até 2032. Esse aumento é liderado pelo estado de São Paulo, que se beneficia de uma robusta infraestrutura da cadeia sucroenergética.
A instabilidade nos preços internacionais de petróleo, junto à disparidade entre os custos do diesel no Brasil e no exterior, tem gerado incertezas sobre os custos logísticos no agronegócio. Nesse cenário, empresas estão buscando o biometano não apenas como uma alternativa sustentável, mas como uma estratégia para mitigar riscos financeiros.
"O biometano precisa ser visto como uma alavanca de gestão de risco e de construção de resiliência para o transporte rodoviário de cargas
✨ O Brasil possui potencial para produzir cerca de 43 bilhões de metros cúbicos de biometano por ano, o que corresponde a cerca de 60% do consumo nacional de diesel.
Com a formação de preço do gás natural e do biometano seguindo uma lógica diferente do diesel, que é sujeita a flutuações do mercado internacional, os contratos de fornecimento de biometano oferecem mais previsibilidade financeira.
A cadeia da cana-de-açúcar é responsável por aproximadamente metade do potencial de produção de biometano no Brasil, seguida por setores como proteína animal e resíduos agrícolas.
Além disso, a importância da diversificação de combustíveis é enfatizada por Guimarães, que alerta que substituir meramente caminhões a diesel por aqueles movidos a gás não é suficiente. É necessário um redesenho completo da operação logística, considerando fatores como a localização das plantas produtoras e a infraestrutura de abastecimento.
A experiência da LOTS Group em parceria com a usina Cocal, onde caminhões movidos a biometano transportam vinhaça desde março, ilustra como essa transição pode ser viável. Essa operação já alcançou custos comparáveis aos de transporte tradicional com diesel.
Guimarães conclui que, embora a transição para o biometano envolva desafios, o foco deve ser em construir cadeias logísticas mais resilientes e sustentáveis, que podem não apenas reduzir emissões de carbono, mas também otimizar os custos logísticos.
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Jornalista especializado em Negócios

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