Brazilian Rare Earths planeja inovação na extração de terras raras na Bahia
Objetivo é agregar valor com separação de óxidos individuais

A Brazilian Rare Earths, por meio da Borborema Mineração, está se preparando para ir além da simples extração e beneficiamento de terras raras no Brasil. A empresa projeta construir uma estrutura em território nacional que possibilite a separação de óxidos individuais, uma etapa crucial na cadeia de valor desses minerais estratégicos.
Ambição de Valor Agregado
Em uma entrevista ao programa de mineração Mapa da Mina da CNN, Renato Gonzaga, presidente da Brazilian Rare Earths no Brasil, destacou que o projeto na Bahia visa mais que a produção inicial de carbonato misto. Gonzaga declarou: 'Nossa abordagem já contempla um passo além na cadeia de valor, buscando não apenas o carbonato misto, mas a separação de óxidos individuais.'
✨ Separação de óxidos individuais representa uma fase de alto valor agregado na indústria de terras raras.
Este processo envolve a obtenção de elementos como neodímio e praseodímio, que são essenciais em diversos setores, como motores elétricos, turbinas eólicas e aparelhos eletrônicos. A maioria dessas operações é dominada pela China, que controla o mercado global, influenciando preços e a distribuição desses insumos estratégicos.
Por esse motivo, iniciativas fora da cadeia chinesa têm atraído a atenção de governos e investidores. A empresa está em diálogo com o BNDES para explorar opções de financiamento, e Gonzaga expressou interesse: 'Seria uma grande honra ter o BNDES como acionista'.
Projeto Monte Alto
Um dos principais ativos da companhia é o Projeto Monte Alto, considerado uma das maiores promessas em terras raras do Brasil, com teor médio de cerca de 15% de óxidos. O projeto se diferencia por ser uma exploração de rocha dura, ao contrário da maioria das iniciativas centradas em argilas iônicas.
Gonzaga contestou a noção de que a mineração em rocha dura representa um desafio maior. Ele ressaltou que procedimentos como britagem e beneficiamento são habituais na mineração nacional e não devem ser vistos como uma barreira tecnológica.
✨ O Projeto Monte Alto é visto como base para uma cadeia de produção que se estende da mineração a etapas mais complexas na indústria.
Recentemente, a empresa obteve uma licença de lavra experimental da Agência Nacional de Mineração, permitindo extrair até 2 mil toneladas anuais para desenvolver amostras e realizar testes. Isso inclui o abastecimento da planta-piloto da empresa localizada no Polo Petroquímico de Camaçari, que é fundamental para validar a viabilidade de sua cadeia de terras raras.
Contexto
O projeto da Brazilian Rare Earths na Bahia visa não apenas a extração, mas a criação de uma cadeia produtiva completa, com foco em agregar valor e diversificar a produção de terras raras no Brasil.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de negócios

Harvest Minerals compra projetos de terras raras e ações disparam
Aquisição de oito projetos no Brasil leva ações a subir mais de 24%

BTG Pactual vê acordo com Solvay como passo para financiamento em MG
Confirmação pode facilitar apoio da França ao projeto Colossus da Viridis

Eleições na Vale: Ollie lidera votação com apoio da Previ
Resultado da assembleia de acionistas pode mudar direção da mineradora.

Brasil atrai investimentos chineses em setores estratégicos
O Brasil se destaca como o maior receptor de capital chinês em 2025






