Uso crescente de bots provoca desumanização da experiência do cliente, segundo especialistas.

O uso de assistentes pessoais de IA, como o Instinct, para fazer reservas em restaurantes gerou polêmica entre empresários e chefs. Eles alertam que essa prática pode desumanizar a experiência do cliente e prejudicar o setor como um todo.
JC Bahr-de Stefano, um investidor de capital de risco em Nova York, tentou utilizar um assistente de IA para garantir uma mesa no 4 Charles Prime Rib, conhecido pela sua alta demanda. Após não conseguir a reserva, o assistente continuou tentando, resultando no bloqueio da conta de Stefano no serviço Resy, que não aceita ações automatizadas por bots.
✨ Participando de uma discussão sobre o impacto dos assistentes de IA, Roni Mazumdar, coproprietário de vários restaurantes, enfatizou que a automação pode perpetuar desigualdades na reserva de mesas, permitindo que pessoas que não se importam com a experiência desfrutem de vantagens.
A Resy, em sua defesa, afirmou que esses robôs não são autorizados a operar na plataforma e que aplica suas regras para manter um ambiente justo. Enquanto isso, outros empresários, como Jeremy Mustakas, argumentam que, embora a IA possa otimizar operações administrativas, o toque humano é essencial.
Cases como os de Brian Distelburger e Jason Yeh, que enfrentaram problemas semelhantes ao utilizar bots para reservas, ajudam a evidenciar os riscos associados a essa tecnologia. As empresas de reservas precisam se adaptar ao novo cenário tecnológico sem perder de vista a importância da experiência humana.
Mazumdar conclui que as reservas devem ser uma oportunidade para todos desfrutarem de uma experiência gastronômica autêntica, sem que isso se torne um jogo de estratégias em busca de um lugar em mesas disputadas.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Empréstimo visa impulsionar inovação tecnológica de 2026 a 2028

Estimativa de investimento cresce 78% com ampliação do projeto Dynamo, previsto para 2028.

RAIZ Fund busca captar R$ 200 milhões para investir em startups de inteligência artificial na agricultura.

A empresa brasileira Ypê integra ciência e tecnologia para criar produtos de limpeza mais sustentáveis e eficazes.