Desenvolvimento em Minas Gerais promete significativas produções de terras raras

A Meteoric Resources, empresa australiana, anunciou um investimento substancial de US$ 498,4 milhões no projeto de terras raras Caldeira, situado no sul de Minas Gerais. Essa projeção faz parte do estudo definitivo de viabilidade, divulgado nesta sexta-feira (31), que contempla um prazo de vida útil do projeto de 24 anos.
O empreendimento visa a produção anual de 12,5 mil toneladas de óxidos de terras raras, sendo que cerca de 3,9 mil toneladas são de neodímio e praseodímio, essenciais para a fabricação de ímãs permanentes, e 127 toneladas de disprósio e térbio, que garantem desempenho em temperaturas elevadas.
✨ O projeto Caldeira pode gerar receitas de até US$ 9,44 bilhões ao longo de sua vida útil.
De acordo com a Meteoric, o retorno do investimento deve ser significativo, com um valor presente líquido (VPL) de US$ 847 milhões e uma taxa interna de retorno (TIR) de 24%, recuperando o investimento em apenas quatro anos após o início da produção. Um cenário otimista sugere um VPL de US$ 2,72 bilhões, com uma TIR de 47%.
O valor do investimento aumentou em 12,5% em relação ao estudo preliminar anterior, atribuído à variação cambial e ao aumento dos custos. Dos US$ 498,4 milhões, US$ 45,3 milhões estão reservados para contingências, e a maior parte será destinada à planta de processamento.
Com reservas estimadas em 151 milhões de toneladas e um teor médio inicial de 5.000 partes por milhão, a mineração começará nas áreas mais ricas, aumentando a produção e a capacidade de geração de caixa nos primeiros anos. A planta processadora terá uma capacidade de seis milhões de toneladas por ano.
A Meteoric está em fase de negociação para contratos de venda e financiamento com empresas da Coreia do Sul, dos EUA e da Europa, assinando memorandos com entidades como a Posco International e a Neo Performance Materials, embora nenhum contrato vinculante tenha sido firmado até o momento.
A empresa pretende obter a Licença de Instalação até o final de 2026, com um cronograma de construção que deve durar cerca de dois anos após a decisão final de investimento. A operação será alimentada por energia renovável e prevê a criação de cerca de 1.200 postos de trabalho durante a construção.
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